De acordo
com a climatologista Katie Hopkins, chefe do Centro Meteorológico
da Grã-Bretanha, essa combinação de fatores deverá provocar
uma elevação nas temperaturas médias, superior ao verificado
no recorde de 1998.
Na nota divulgada, o centro britânico também confirmou que
2006 foi o sexto ano mais quente da história.
"Esta constatação é outra advertência de que as mudanças
climáticas estão ocorrendo em ritmo mais acelerado do que
esperávamos", disse a cientista.
A previsão, feita pelo centro britânico, indica que temperatura
média global deverá ficar 0.54 ºC acima da média de longo
prazo de 14ºC, apurada entre 1961 e 1990. Ainda, segundo
o centro, há 60% de possibilidades que 2007 seja tão ou
mais quente que o ano recordista de 1998. Naquela ocasião
o aumento médio da temperatura foi 0,52º acima da média
de longo prazo.

O gráfico mostra a tendência de elevação da temperatura
ao longo dos anos. Observe o recorde de 1998.
Outro relatório,
divulgado pela ONU nesta quinta-feira, também mostra que
nos últimos 150 anos, os 10 anos mais quentes ocorreram
a partir de 1994, confirmando a escalada das temperturas.
Simulações feitas em supercomputadores pelos principais
centros de pesquisa mundial indicam que as temperaturas
subirão entre 2ºC e 6ºC neste século, impulsionadas principalmente
pelas emissões crescentes de carbono, liberadas pela queima
incompleta de combustíveis fósseis, destinados à produção
de energia e transporte.
Segundo os pesquisadores, esse aumento de temperatura será
o responsável pelo derretimento das calotas polares, aumento
dos níveis do mar e mudanças nos padrões climáticos, causando
enchentes, tempestades violentas e problemas sérios de sustentação
alimentar. Atualmente esses efeitos já são facilmente visíveis,
como o avanço do mar em direção às regiões agrícolas costeiras
da África e rupturas de enormes geleiras no Ártico canadense,
entre outros.
O Protocolo de Kyoto, o único plano de ação global para
conter as emissões de carbono, termina em 2012. Desde que
foi assinado, não é aceito pelos EUA, maior responsável
pela emissão de gases, além de não ser obrigatório para
as principais economias em franco desenvolvimento como China
e Índia.
Efeito Estufa
Durante o dia, uma parte da energia irradiada pelo Sol é
captada e absorvida pela superfície da Terra, enquanto outra
parte é irradiada de volta para a atmosfera. De uma forma
natural, os gases que existem na atmosfera funcionam como
uma espécie de capa protetora que impede que o calor se
disperse totalmente para o espaço exterior. Isso evita que
durante a noite o calor se perca, mantendo o planeta aquecido
durante a ausência do Sol.

Todo o processe
que cria o efeito estufa é natural. Caso não existisse,
a temperatura da superfície seria cerca de 34 graus mais
baixa, praticamente impedindo a vida na Terra.
Alguns gases, como o CO2 (dióxido de Carbono) criam uma
espécie barreira, exatamente igual a uma estufa, daí o nome
do efeito. Essa barreira deixa passar livremente os raios
solares mas impede que o calor saia.
Pelo exposto, é fácil concluir que um aumento no nível de
CO2 na atmosfera aumentará a quantidade de calor aprisionado.
Esse aumento de temperatura pelo efeito estufa é a causa
primária do fenômeno do aquecimento global.
Como se vê, o Efeito Estufa gerado naturalmente pela natureza
é fundamental para a vida na Terra. No entanto, se a composição
dos gases for alterada, para mais ou para menos, o equilíbrio
térmico da Terra também sofrerá mudanças.
O CO2 é responsável por cerca de 64% do efeito estufa e
é formado pela queima incompleta dos combustíveis fósseis,
entre eles o petróleo, gás natural, carvão e a desflorestação.
A foto do topo da página mostra uma enorme geleira na
região do Ártico, onde os efeitos do aquecimento global
já podem ser verificados.
Fonte: Apolo11.com
Link: http://www.apolo11.com/mudancas_climaticas.php?posic=dat_20070105-100113.inc#WIN