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Mercúrio,
cuidado com a contaminação
Mercúrio é um metal inorgânico branco-prateado, com expansão
térmica volumétrica uniforme e boa condução elétrica. Ele
forma facilmente amalgama com outros metais exceto o ferro,
sendo usado mais comumente na fabricação de químicos e aplicações
eletro-eletrônicas. Ele é encontrado em mais de 10.000 produtos
diferentes, como lâmpadas fluorescentes, baterias, telas
de televisores e computador, resíduos militares,
químicos, dentários e médicos, termômetros, filtros, relays,
retificadores, manômetros, etc.
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O mercúrio
é uma neurotoxina bio-acumuladora persistente, que triplicou
sua presença na atmosfera e oceanos, no ultimo século, colocando
em risco a saúde humana, dos animais e o equilíbrio ecológico.
A recuperação do mercúrio via reciclagem é de primordial
importância para se evitar contaminações.
Cenóbio, o principal minério do qual o mercúrio é extraído,
tem sido explorado desde os tempos do Império Romano. Esses
minérios contem até 86% de mercúrio. Almaden na Mayasa,
Espanha, é a maior e mais antiga mina de Cenóbio do mundo.
Ela extraiu mercúrio por 2500 anos, mas extinguiu a produção
em 2003. Um terço da fabricação de mercúrio mundial era
proveniente dessa mina. Com o aumento da produção de itens
contendo mercúrio, existe então, a possibilidade de uma
futura escassez desse produto no mercado, o que deve incentivar
a redução de seu uso e busca de materiais alternativos,
como subproduto oriundo das soluções de reciclagem da MRT.
Subproduto esse que vem sendo reutilizado por fabricantes
e recicladores, devido a seu alto grau de pureza.
A contaminação
A maioria do mercúrio encontrado em lagos, riachos, rios
e oceanos vêm da atmosfera. O vento transporta a grande
distâncias, o mercúrio que se encontra no ar. Ele é transferido
do ar para o solo e águas, principalmente através da chuva
e neve, contaminando lugares remotos, a centenas de quilômetros
da origem do escape de mercúrio. A quantidade de mercúrio
em uma única lâmpada fluorescente comum é capaz de tornar
não potável cerca de 20 mil litros de água.
Como se da á liberação do mercúrio?
- Quebra de tubos e derramamento de mercúrio liquido em
laboratórios. O mercúrio 'rola' e se aloja em rachaduras,
poeira, etc.
- Descarte indevido de material de consumo domiciliar contendo
mercúrio, em lixões e aterros.
- Manuseio e descarte indevido de resíduos industriais,
médicos, odontológicos, químicos, militares, etc.
A
chuva ácida provoca níveis mais altos de mercúrio nos tecidos
dos peixes. A exposição humana a o Monometimercurio se dá
devido ao consumo de peixes e mamíferos marinhos. Ele se
acumula principalmente nos cabelos, e sua concentração ai,
é diretamente proporcional a sua concentração no sangue.
O cabelo age então, como registro histórico de níveis sanguíneos
no passado.
Quanto
á área funcional, a exposição maior ao mercúrio ocorre com
funcionários de certas indústrias e em consultórios odontologias
(restaurações de amálgama liberam vapor de mercúrio). O
vapor inalado dissolve no sangue e é rapidamente circulado
pelos tecidos do corpo.
Se não for descartado em locais adequados e com o devido
tratamento, o mercúrio pode trazer sérios prejuízos ao meio
ambiente, como a contaminação do solo, da água e do ar,
e conseqüentemente, ocasionar efeitos nocivos aos seres
vivos, como por exemplo:
Efeitos do mercúrio nos humanos
O mercúrio é uma neurotoxina potente que pode afetar o cérebro,
rins e fígado. Testes elaborados por cientistas em 1997
demonstraram que vapor de mercúrio inalado por animais produziram
uma lesão molecular no metabolismo de proteínas no cérebro,
que é semelhante a 80% das lesões encontradas em humanos
com Alzhaimers.
Ele
pode entrar pela pele, atravessar a placenta e as barreiras
de sangue do cérebro e se acumular nas membranas do cérebro
do feto causando degeneração, se a mãe for exposta a uma
quantidade significativa desse metal (em vapor ou outras
formas).
Mulheres
grávidas, amamentando, crianças e possíveis futuras mães
de 15-44 anos de idade, fazem parte da população de risco
com relação a esse tipo de contaminação. O governo americano
por exemplo, recomenda que mulheres grávidas não consumam
mais que 340gr. semanais de peixe e frutos do mar, para
evitar contaminação com mercúrio.
Uma
pesquisa nos Estados Unidos revelou que 1 em cada 12 mulheres
em idade de procriação demonstrou níveis perigosos de mercúrio,
o que equivale a 300.000 crianças que nascem todos os anos
nesse pais, com risco de exposição aos efeitos do mercúrio.
Fonte: Bradon
Link: http://www.brandonintl.com/mercurio.htm
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