{"id":481,"date":"2017-06-05T13:57:36","date_gmt":"2017-06-05T16:57:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ecodigital.org.br\/novo\/?page_id=481"},"modified":"2017-07-06T17:44:11","modified_gmt":"2017-07-06T20:44:11","slug":"5-de-junho-dia-mundial-do-meio-ambiente-e-da-ecologia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ecodigital.org.br\/novo\/destaque_home\/5-de-junho-dia-mundial-do-meio-ambiente-e-da-ecologia\/","title":{"rendered":"5 de junho &#8211; Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-162 alignright\" src=\"https:\/\/www.ecodigital.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/jpg023-300x206.jpg\" alt=\"jpg023\" width=\"300\" height=\"206\" srcset=\"https:\/\/www.ecodigital.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/jpg023-300x206.jpg 300w, https:\/\/www.ecodigital.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/jpg023.jpg 320w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Agua: se n\u00e3o racionalizar, vai faltar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste 5 de junho, dia do Meio Ambiente, \u00e9 importante lembrarmos alguns dados que refletem a dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o mundial em rela\u00e7\u00e3o ao uso dos 2,5% de \u00e1gua doce dispon\u00edveis no planeta. Segundo relat\u00f3rio da Unesco, \u00f3rg\u00e3o da ONU para a educa\u00e7\u00e3o e respons\u00e1vel pelo Programa Mundial de Avalia\u00e7\u00e3o H\u00eddrica, mais de um sexto da popula\u00e7\u00e3o mundial, ou o equivalente a 1,1 bilh\u00e3o de pessoas, n\u00e3o tem acesso ao fornecimento de \u00e1gua doce.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dos ex\u00edguos 2,5% de \u00e1gua doce existentes no mundo, por\u00e9m, apenas 0,4% est\u00e3o dispon\u00edveis em rios, lagos e aq\u00fc\u00edferos subterr\u00e2neos &#8211; a Terra possui cerca de 1,39 bilh\u00f5es de km 3 de \u00e1gua, distribu\u00eddos em mares, lagos, rios aq\u00fc\u00edferos, gelo, neve e vapor. A situa\u00e7\u00e3o tende a piorar, com o desmatamento, a polui\u00e7\u00e3o ambiental e as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas dela decorrente: estima-se que ser\u00e1 reduzido em um ter\u00e7o o total de \u00e1gua doce dispon\u00edvel no mundo. Enquanto isso, a\u00e7\u00f5es que poderiam reduzir o desperd\u00edcio desse l\u00edquido cada vez mais raro e, portanto, precioso, demoram a ser tomadas pelas diferentes esferas governamentais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabe-se que o maior consumo de \u00e1gua doce \u00e9 na agricultura, respons\u00e1vel por 69% do uso, e que as grandes metr\u00f3poles t\u00eam edifica\u00e7\u00f5es com sistemas hidrossanit\u00e1rios (bacias e v\u00e1lvulas sanit\u00e1rias, torneiras, chuveiros, entre outros) gastadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00e7\u00f5es globais e estruturais, como a irriga\u00e7\u00e3o por gotejamento, em vez da usual por aspers\u00e3o, e o incentivo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o de programas de uso racional da \u00e1gua economizariam milh\u00f5es de metros c\u00fabicos, evitando assim a necessidade de novos reservat\u00f3rios de \u00e1gua, caros e que prejudicam o meio ambiente, ao derrubar matas ciliares com o alagamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As medidas de incentivo \u00e0 troca de equipamentos gastadores por outros, economizadores &#8211; como bacias e v\u00e1lvulas que consomem 6 litros por acionamento, em vez dos 12 ou at\u00e9 mais de 20 litros por acionamento consumidos pelos equipamentos defasados, a instala\u00e7\u00e3o de arejadores e restritores de vaz\u00e3o em torneiras e chuveiros, entre outros, s\u00e3o instrumentos bem-sucedidos de diminui\u00e7\u00e3o do consumo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os equipamentos economizadores est\u00e3o dispon\u00edveis &#8211; e obrigat\u00f3rios, por norma da ABNT &#8211; em nosso pa\u00eds desde 2003. Programas racionalizadores j\u00e1 foram adotados em Nova York e Austin, nos EUA, e Cidade do M\u00e9xico. Nova York instalou, entre 1994 e 1996, mais de um milh\u00e3o de bacias sanit\u00e1rias economizadoras, com incentivo aos moradores e empres\u00e1rios para as trocas, e passou a poupar 216 milh\u00f5es de litros de \u00e1gua por dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto isso, no Brasil temos campanhas espor\u00e1dicas para diminuir o consumo de \u00e1gua, rapidamente abandonadas assim que acaba a eventual seca e os reservat\u00f3rios est\u00e3o cheios. Isto foi o que aconteceu em S\u00e3o Paulo , em 2004, quando os cidad\u00e3o foram premiados com desconto de 20% em suas contas de \u00e1gua se atingissem as metas de redu\u00e7\u00e3o. Alguns pr\u00e9dios p\u00fablicos tamb\u00e9m trocaram suas instala\u00e7\u00f5es hidrossanit\u00e1rias gastadoras por outras, economizadoras. H\u00e1, por\u00e9m, a necessidade de implementarmos programas duradouros e permanentes de incentivo \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do consumo de \u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A concession\u00e1ria Sabesp, que atende a maior parte dos munic\u00edpios paulistas, por exemplo, desenvolve atualmente um projeto que custar\u00e1 cerca de R$ 100 milh\u00f5es para trocar dutos antigos, cuja deteriora\u00e7\u00e3o provoca vazamentos e perdas de \u00e1gua estimados em 34% do total produzido. Embora louv\u00e1vel, a preocupa\u00e7\u00e3o da concession\u00e1ria paulista em diminuir suas perdas e, portanto, aumentar o lucro de seus acionistas, deveria se traduzir tamb\u00e9m em a\u00e7\u00f5es que beneficiassem o consumidor final e o contribuinte diretamente, como os programas de uso racional da \u00e1gua e o incentivo \u00e0 troca de equipamentos obsoletos por outros, economizadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O governo federal, por sua vez, poderia desenvolver programas de educa\u00e7\u00e3o e incentivo aos agricultores que adotassem o m\u00e9todo de gotejamento na irriga\u00e7\u00e3o, poupando outros essenciais milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de \u00e1gua. Assim, projetos como o da transposi\u00e7\u00e3o das \u00e1guas do rio S\u00e3o Francisco, com investimento estimado em cerca de R$ 4,5 bilh\u00f5es pelo governo federal, poderiam ser melhor aproveitados. A implementa\u00e7\u00e3o desses programas, de racionaliza\u00e7\u00e3o do uso da \u00e1gua e da irriga\u00e7\u00e3o por gotejamento, resultaria em benef\u00edcios econ\u00f4micos, sociais e ambientais para a sociedade como um todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Autor: Carlos Lemos da Costa<\/b><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"color: #006699; font-family: Tahoma; font-size: small;\">Hist\u00f3rico sobre o dia do meio ambiente e da ecologia<br \/>\n<\/span><\/b><span style=\"font-family: Tahoma; font-size: small;\"><br \/>\nO Dia Mundial do Meio Ambiente \u00e9 comemorado em 5 de junho. A data foi recomendada pela Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Meio Ambiente, realizada em 1972, em Estocolmo, na Su\u00e9cia. Por meio do decreto 86.028, de 27 de maio de 1981, o governo brasileiro tamb\u00e9m decretou no territ\u00f3rio nacional a Semana Nacional do Meio Ambiente.<\/span><\/p>\n<p><b>O que n\u00e3o fazer<\/b><\/p>\n<p>A esposa de um fazendeiro detestava cobras. Um dia, suplicou ao marido que desse um fim \u00e0s pe\u00e7onhentas. O homem, n\u00e3o querendo contrari\u00e1-la, prontamente determinou o exterm\u00ednio de todo e qualquer vest\u00edgio de of\u00eddios na fazenda. O que foi feito.<\/p>\n<p>A colheita seguinte n\u00e3o rendeu um d\u00e9cimo da anterior. Em sonho, desesperado, suplicou a Deus que o perdoasse. Imaginava que aquela mis\u00e9ria de safra era castigo divino por ter dado fim aos animais. Tamb\u00e9m em sonho, o Criador lhe respondia:<\/p>\n<p>&#8211; &#8220;N\u00e3o o castiguei, nem perdoei. Apenas, deixei que a natureza seguisse seu curso&#8221;.<\/p>\n<p>Ora, o curso natural \u00e9 simples: cobras engolem sapos. Sem elas, os sapos aumentam em n\u00famero. E, sapos engolem insetos. Assim, quanto mais sapos, menos insetos. Diversos insetos s\u00e3o polinizadores e, sem eles, h\u00e1 plantas que n\u00e3o se reproduzem.<\/p>\n<p>Moral da hist\u00f3ria: menos cobra, menos safra! Assim funciona o mundo natural.<\/p>\n<p>O que tem a ver cobra com safra? Tudo! Em verdade, tudo tem a ver com tudo. Entretanto, a humanidade n\u00e3o pensa dessa forma. Primeiro, acredita que a natureza \u00e9 infinita, com recursos inesgot\u00e1veis. Segundo, imagina que existem esp\u00e9cies \u00fateis e outras completamente in\u00fateis. Terceiro, conclui que, entre as esp\u00e9cies \u00fateis, os humanos s\u00e3o mais \u00fateis que as outras.<\/p>\n<p>O s\u00e9culo XX foi saudado como a era em que a tecnologia e o progresso industrial seriam capazes de satisfazer as necessidades materiais, restabelecer a paz social, reduzir as desigualdades.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 50 anos, a produ\u00e7\u00e3o mundial de gr\u00e3os triplicou, a quantidade de terras irrigadas para a agricultura duplicou, o n\u00famero de autom\u00f3veis passou de 500 milh\u00f5es, o mesmo acontecendo a televisores, geladeiras, chuveiros el\u00e9tricos, lavadoras, secadoras, computadores, celulares, microondas, fax, videocassetes, CDs, parab\u00f3licas, isopor, descart\u00e1veis, transg\u00eanicos e outras inven\u00e7\u00f5es. As riquezas produzidas, nesse per\u00edodo, quintuplicaram.<\/p>\n<p>Mas, tamb\u00e9m nos \u00faltimos 50 anos, o mundo perdeu 20% de suas terras f\u00e9rteis e 20% de suas florestas tropicais, com milhares de esp\u00e9cies ainda nem conhecidas. O n\u00edvel de g\u00e1s carb\u00f4nico aumentou 13%, foram destru\u00eddas 3% da camada de oz\u00f4nio, toneladas de materiais radioativos foram despejadas na atmosfera e nos solos, os desertos aumentaram, rios e lagos morreram por causa da chuva \u00e1cida ou de esgotos dom\u00e9sticos e industriais.<\/p>\n<p>Maravilha-nos esse progresso, mas as gera\u00e7\u00f5es futuras talvez lamentem o quanto se destruiu para isso. Enquanto hoje o ser humano tem mais bens, \u00e9 mais pobre em recursos naturais. A tecnologia nos d\u00e1 a falsa impress\u00e3o de que estamos no controle. Por isso, \u00e9 bonito ser moderno. Feio \u00e9 ser natural.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a tecnologia \u00e9 ruim quando nos afasta da natureza. S\u00f3 mudaremos isso quando nos reaproximarmos do mundo natural. Afinal, embora uns ainda n\u00e3o aceitem, o homem \u00e9 natureza.<\/p>\n<p>Hoje \u00e9 o Dia Mundial do Meio Ambiente. N\u00e3o h\u00e1 data melhor para come\u00e7ar aquilo que o resto das esp\u00e9cies vivas esperam que fa\u00e7amos. Afinal, o que n\u00e3o fazer, j\u00e1 sabemos desde h\u00e1 muito. Vamos come\u00e7ar! O mundo ser\u00e1, com certeza, melhor.<\/p>\n<p><b>Autor: Luiz Eduardo Cheida<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Agua: se n\u00e3o racionalizar, vai faltar Neste 5 de junho, dia do Meio Ambiente, \u00e9 importante lembrarmos alguns dados que refletem a dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o mundial em rela\u00e7\u00e3o ao uso dos 2,5% de \u00e1gua doce dispon\u00edveis no planeta. 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